A minha história
Durante muitos anos, vivi uma vida que, por fora, parecia fazer sentido.
Mas não para mim.
cover
Uma vida que parecia certa

Estudei, construí uma carreira e trabalhei durante vários anos como jornalista e, mais tarde, como engenheira informática.

Por fora, tudo parecia estar no lugar certo. Havia estabilidade. Um percurso definido. Uma vida que, aparentemente, fazia sentido. Mas havia uma distância difícil de explicar entre aquilo que eu vivia e aquilo que sentia ser verdadeiramente meu.

Nada estava necessariamente errado. E talvez tenha sido isso que tornou essa sensação tão difícil de compreender.

Porque é que uma vida aparentemente estável podia sentir-se tão distante daquilo que eu realmente era?
Foi a pergunta que começou a mudar o meu percurso

A mudança não começou com uma resposta.

Não aconteceu de um dia para o outro. Também não aconteceu através de uma decisão repentina. Foi um processo de observação, aprendizagem e responsabilidade. Comecei por prestar atenção àquilo que sentia, às escolhas que fazia e à forma como me tinha habituado a viver.

Aos poucos, fui percebendo que não precisava de rejeitar tudo aquilo que tinha construído. Precisava de compreender porque é que, apesar de tudo parecer certo, continuava a sentir-me tão distante de mim.

Aquilo que sempre esteve presente

Ao longo desse processo, comecei também a olhar de outra forma para uma capacidade que sempre tinha estado presente na minha vida.

Desde muito cedo conseguia perceber nas pessoas emoções, ligações e aspetos que nem sempre eram ditos ou imediatamente visíveis.

Durante muito tempo, não soube como integrar essa forma de observar na vida que tinha construído. Até perceber que não era algo que precisava de esconder. Era precisamente uma das formas através das quais podia contribuir para a vida de outras pessoas.

Um percurso construído ao longo do tempo

Primeiro, observar

Comecei por tentar compreender aquilo que se passava dentro de mim e porque continuava a viver de uma forma que já não me representava.

Depois, aceitar

Aos poucos, deixei de olhar para a minha sensibilidade como algo que precisava de afastar e comecei a reconhecer o lugar que ela podia ocupar na minha vida.

Atualmente, partilhar

O que começou como um processo pessoal transformou-se, num trabalho dedicado a ajudar outras pessoas a compreenderem aquilo que estão a viver.
+ 10 Anos
a acompanhar pessoas em diferentes momentos das suas vidas.
+ 8000 Pessoas
acompanhadas através de consultas e programas.
Cada pessoa trouxe uma história diferente.
E cada história aprofundou a minha forma de observar, compreender e acompanhar.
O que este caminho me ensinou
Nem tudo o que parece certo nos pertence.
Podemos construir uma vida estável e, ainda assim, sentir que alguma parte de nós ficou para trás.
Compreender não é rejeitar o passado.
Não precisei de negar aquilo que tinha vivido. Precisei de compreender o lugar que cada parte desse percurso ocupava na minha história.
Encontrarmo-nos não acontece de uma vez.
É um processo feito de pequenas escolhas, momentos de consciência e uma disponibilidade crescente para viver de forma mais próxima daquilo que somos.
Hoje

Continuo a não ter todas as respostas. Mas vivo de uma forma mais próxima de quem sou e daquilo em que acredito.

O meu trabalho nasceu desse caminho. Da necessidade de compreender antes de mudar. Da coragem de olhar para aquilo que durante muito tempo não soube explicar.

E da vontade de criar espaços onde outras pessoas também possam parar, reconhecer-se e encontrar sentido naquilo que estão a viver.

É isso que continuo a fazer.

Observar. Compreender. E ajudar cada pessoa a aproximar-se de uma vida que faça mais sentido para si.

Carina Barbosa
Da minha história nasceu uma forma de trabalhar

O meu percurso ajuda a compreender de onde nasce este trabalho. Na minha abordagem, explico como observo cada pessoa e o lugar que a mediunidade ocupa nesse processo.